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Salário atrasado: quando posso processar a empresa?

Descubra quando pode processar por salário atrasado e quais são seus direitos. Entre em contato para ajuda profissional.

8 min de leitura 1.614 palavras Conteúdo revisado por advogados
10/08/2026 8 min Análise jurídica
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Um dos principais direitos do trabalhador é receber seu salário em dia. Quando isso não acontece, pode gerar grandes problemas financeiros e de estresse. Se você está enfrentando essa situação, é importante entender seus direitos e saber como agir.

O atraso no pagamento do salário não só afeta o trabalhador financeiramente, mas também pode impactar sua vida pessoal e profissional. Muitos não sabem a partir de quando é possível tomar medidas legais contra a empresa e quais são as consequências disso.

O Gomes Taveira Advogados é especializado em Direito do Trabalho e está pronto para ajudar você a entender quando pode processar a empresa por salário atrasado. Nossa equipe está disponível para orientá-lo sobre seus direitos e os passos necessários para garantir que eles sejam respeitados.

O que significa ter o salário atrasado?

Ter o salário atrasado significa que a empresa não realizou o pagamento devido ao trabalhador na data correta. De acordo com a legislação trabalhista brasileira, o pagamento deve ser efetuado até o quinto dia útil do mês seguinte ao trabalhado. Quando isso não ocorre, o trabalhador pode sofrer com dificuldades financeiras imediatas, como atraso no pagamento de contas e outras obrigações pessoais.

Além dos inconvenientes financeiros, o atraso salarial também pode gerar insegurança e insatisfação no ambiente de trabalho, pois o trabalhador passa a duvidar da estabilidade e da seriedade da empresa. Isso pode impactar negativamente a produtividade e o bem-estar do empregado.

É essencial que os trabalhadores conheçam seus direitos e saibam que, em caso de atraso, eles têm respaldo legal para buscar a Justiça do Trabalho a fim de reaver seus direitos e receber seus salários.

Termos importantes

  • Salário: Remuneração paga pelo empregador ao empregado por seu trabalho.
  • Atraso salarial: Não pagamento do salário na data estipulada por lei.
  • Quinto dia útil: Prazo legal para pagamento do salário.
  • Justiça do Trabalho: Órgão que resolve conflitos trabalhistas.

Entender e agir em relação ao atraso salarial é crucial para garantir seus direitos.

Quando você pode processar a empresa?

O trabalhador pode considerar processar a empresa quando o salário não é pago até o quinto dia útil do mês seguinte ao trabalhado. A falta de pagamento nesta data já caracteriza um descumprimento das obrigações trabalhistas por parte do empregador. Entrar com uma ação na Justiça do Trabalho é um direito do empregado que se sente prejudicado e busca receber o que lhe é devido.

Além do direito de receber os salários atrasados, o trabalhador pode buscar outros direitos em decorrência do atraso, como danos morais. Cabe à Justiça avaliar cada caso individualmente, considerando as circunstâncias específicas e o impacto do atraso na vida do empregado.

Antes de processar, é recomendável buscar uma solução amigável com a empresa. Caso isso não seja possível ou eficaz, o próximo passo pode ser a ação judicial.

Art. 459 da CLT: O pagamento dos salários, qualquer que seja a modalidade do trabalho, não deve ser estipulado por período superior a um mês, salvo no que concerne a comissões, percentagens e gratificações.

Passos para processar

  • Considere o prazo: A partir do atraso, você já pode tomar medidas legais.
  • Documentação: Reúna provas como holerites e comunicações com a empresa.
  • Orientação jurídica: Busque auxílio de um advogado especializado em direito trabalhista.

Quais são os valores envolvidos?

Quando um trabalhador decide processar a empresa por atraso salarial, os valores que pode receber vão além do salário atrasado. É possível pleitear juros e correção monetária sobre o montante devido. Além disso, dependendo do caso e das consequências acarretadas pelo atraso, o trabalhador pode buscar reparações por danos morais.

Para calcular o valor exato, é essencial considerar o salário devido, os acréscimos legais e os possíveis danos adicionais. O auxílio de um advogado é crucial para determinar os valores corretos e garantir que todos os direitos sejam respeitados.

Para saber mais, fale com um especialista.

Componentes do cálculo

  • Salário devido: Valor mensal que deveria ter sido pago.
  • Juros: Percentagem aplicada sobre o valor principal pelo atraso.
  • Correção monetária: Ajuste para manter o valor atualizado pela inflação.
  • Danôs morais: Compensação por sofrimento causado pelo atraso.

Quais documentos você precisa reunir?

Para entrar com uma ação judicial por atraso salarial, é essencial que o trabalhador reúna documentação que comprove o vínculo empregatício e os valores devidos. Entre os documentos principais estão a Carteira de Trabalho, os holerites ou recibos de pagamento, e o contrato de trabalho. Além disso, comunicações por e-mail ou mensagens que comprovem a tentativa de resolver a questão diretamente com a empresa podem ser úteis.

A documentação é uma peça-chave no processo, pois ela fundamenta o pedido na Justiça do Trabalho. Quanto mais organizado e completo for seu acervo, mais fácil será para o advogado preparar a petição inicial e para o juiz compreender a situação.

É importante também guardar quaisquer cartas, notificações ou comunicados que a empresa tenha enviado a respeito dos atrasos e pagamentos.

Art. 7º da CF: São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social.

Documentos essenciais

  • Carteira de Trabalho: Prova do vínculo empregatício.
  • Holerites: Comprovantes dos pagamentos recebidos.
  • Contrato de Trabalho: Documento que formaliza as condições de trabalho.

Exceções, riscos e erros comuns

Alguns erros comuns podem comprometer ou atrasar o processo de ação judicial por atraso salarial. O primeiro erro é não reunir a documentação necessária. Sem provas, fica difícil demonstrar a situação ao juiz. Outro erro é não tentar resolver o problema diretamente com a empresa antes de entrar na Justiça. Muitas vezes, uma conversa franca pode evitar um processo.

Um risco é a prescrição do direito de ação. Os trabalhadores têm um prazo de dois anos após o término do contrato para entrar com a ação na Justiça. Passado esse prazo, o direito pode caducar. Outro ponto a ser considerado são as exceções, como acordos firmados entre empregado e empregador que podem alterar prazos ou condições de pagamento, desde que respeitem a legislação vigente.

É fundamental conhecer seus direitos e buscar orientação de um advogado para evitar erros e compreender exceções que possam existir em seu caso específico.

Erros comuns

  • Falta de documentação: Reúna todos os comprovantes antes de acionar a Justiça.
  • Desconhecimento dos prazos: Atente para o prazo de prescrição.
  • Negociação falha: Tente um acordo antes de processar.

Exemplos práticos e o que fazer na prática

Imagine que você é um trabalhador de uma empresa em Anápolis e seu salário não foi pago no quinto dia útil. Você já tentou contato com o RH da empresa, mas não obteve sucesso. Neste caso, o primeiro passo é reunir toda a documentação necessária, como holerites e contrato de trabalho. Em seguida, procure um advogado especializado em Direito do Trabalho para avaliar seu caso e orientá-lo sobre os próximos passos.

Em outra situação, um colega recebeu um acordo verbal de que o pagamento atrasado seria feito em duas semanas, mas isso não aconteceu. Nesse cenário, é importante ter essa comunicação registrada de alguma forma, seja por e-mail ou mensagem.

Independentemente do caso, o mais importante é não deixar passar os prazos legais e buscar assistência jurídica assim que perceber que a situação não será resolvida amigavelmente.

Passos práticos

  • Reunir documentação: Junte todos os documentos necessários.
  • Buscar advogado: Consulte um especialista para orientação.
  • Tentar acordo: Entre em contato com a empresa para solução amigável.

Passo a Passo: Como agir com salário atrasado

  1. 1. Verifique a data: Confira se o atraso já ultrapassou o quinto dia útil.
  2. 2. Documente o atraso: Reúna holerites e comprovantes de comunicação com a empresa.
  3. 3. Tente resolver internamente: Entre em contato com o RH ou administração para tentar um acordo.
  4. 4. Consulte um advogado: Busque orientação profissional para entender seus direitos.
  5. 5. Aja conforme orientado: Siga as instruções do advogado para entrar com a ação, se necessário.

Cada caso é único. Consulte um advogado antes de agir.

FAQ — Perguntas Frequentes

Quais são as consequências do atraso salarial para o empregador?

O empregador pode enfrentar ações judiciais, pagamento de juros e correção monetária, além de danos morais ao trabalhador.

Posso entrar com a ação mesmo que ainda esteja trabalhando na empresa?

Sim, é possível processar a empresa enquanto ainda estiver empregado, desde que a relação de trabalho não seja prejudicada.

O que acontece se a empresa continuar atrasando pagamentos?

Recorrentes atrasos podem justificar uma rescisão indireta, onde o empregado sai da empresa por culpa do patrão.

É necessário um advogado para entrar com a ação?

Embora não seja obrigatório, ter um advogado especializado garante que seus direitos sejam plenamente defendidos.

O que é rescisão indireta?

É o rompimento do contrato de trabalho por falta grave do empregador, como não pagamento de salários.

Quais documentos são essenciais para a ação?

Carteira de Trabalho, holerites e contrato de trabalho são fundamentais para a ação judicial.

Qual é o prazo para reclamar judicialmente o atraso salarial?

O prazo é até dois anos após o término do contrato de trabalho.

O que são danos morais?

Danos morais são compensações por sofrimento emocional ou psicológico causado pelo atraso salarial.

Conclusão

O atraso no pagamento do salário é uma situação séria que pode levar a ações legais contra a empresa. Se você está enfrentando esse problema, é crucial entender seus direitos e agir prontamente.

Cada caso é único, e a orientação de um advogado é essencial para garantir que você tome as melhores decisões. Entre em contato com o Gomes Taveira Advogados para uma consulta e esclareça todas as suas dúvidas.

Base legal

O atraso no pagamento do salário é regulamentado pelo Art. 459 da CLT, que determina a obrigatoriedade do pagamento até o quinto dia útil do mês seguinte.

Prazos para reclamar direitos trabalhistas
SituaçãoPrazoBase
Durante o contratoÚltimos 5 anosPrescrição quinquenal
Depois de sairAté 2 anosPrescrição bienal

5Dias úteis para pagamento do salário no mês seguinte
2Anos para entrar na Justiça após sair
40Porcentagem de adicional de insalubridade em grau máximo

Perguntas frequentes

Respostas diretas para as dúvidas mais comuns

O empregador pode enfrentar ações judiciais, pagamento de juros e correção monetária, além de danos morais ao trabalhador.
Sim, é possível processar a empresa enquanto ainda estiver empregado, desde que a relação de trabalho não seja prejudicada.
Recorrentes atrasos podem justificar uma rescisão indireta, onde o empregado sai da empresa por culpa do patrão.
Embora não seja obrigatório, ter um advogado especializado garante que seus direitos sejam plenamente defendidos.
É o rompimento do contrato de trabalho por falta grave do empregador, como não pagamento de salários.
Carteira de Trabalho, holerites e contrato de trabalho são fundamentais para a ação judicial.
O prazo é até dois anos após o término do contrato de trabalho.
Danos morais são compensações por sofrimento emocional ou psicológico causado pelo atraso salarial.
Advocacia Trabalhista

Sobre o Gomes Taveira Advogados

O Gomes Taveira Advogados é um escritório de advocacia trabalhista com sede em Anápolis/GO e atuação em todo o Brasil, dedicado exclusivamente à defesa dos direitos dos trabalhadores.

O escritório é coordenado pelo Dr. Thiago Gomes Taveira, advogado trabalhista inscrito na OAB/GO nº 41.176, que atua exclusivamente em Direito do Trabalho, representando trabalhadores em ações envolvendo horas extras, rescisão indireta, estabilidade da gestante, acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, assédio moral, verbas rescisórias, insalubridade, periculosidade e demais direitos trabalhistas.

Rua Primeiro de Maio, 247, Setor Central, Anápolis-GO (62) 3771-3327 thiago@gomestaveira.com.br

Este conteúdo foi produzido pela equipe editorial do Gomes Taveira Advogados com finalidade exclusivamente informativa e educativa, não substituindo a análise jurídica individual de cada caso.

Aviso legal: este conteúdo tem finalidade exclusivamente informativa e educativa, não configurando captação de clientela, oferta de serviços ou consulta jurídica personalizada, nos termos do Provimento 205/2021 e do Código de Ética e Disciplina da OAB. Cada caso deve ser analisado individualmente por um(a) advogado(a). Publicado por Gomes Taveira Advogados, CNPJ 52.711.313/0001-51.

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